Pra começo de conversa, eu não inventei o Varal de Poesia! Como dizia o Chacrinha: "neste mundo, nada se cria, tudo se copia!" Fui inspirada pela inventividade dos cordelistas e suas obras, tão ricas em imagens e significados.
O primeiro Varal que colocamos nas ruas foi muito anterior à Caravana: Em 17 de agosto de 1997, dez anos da morte de Drummond, Itabira amanheceu recheada de poesia: fizemos um Varal de mais de 1 km com sua obra. A instalação ia do Largo do Batistinha até a Catedral, com centenas e centenas de poemas do nosso Poeta Maior. À época, eu ainda era Superintendente da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade, equivalente à Secretaria de Cultura de Itabira.
Ficou tão belo e significativo! Envolveu a cidade, encantou os passantes e emocionou. Daí, a ideia de incluir o Varal entre as atividades da Caravana Poética. E, desde 2000, aonde quer que vamos, o Varal tá lá, colorindo e emocionando as pessoas. Semeando poesia pra quem quiser colher.

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